Criado há 15 anos, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma seguradora que visa garantir a saúde financeira de empresas de pequeno e médio porte. Com um patrimônio de R$ 28 bilhões, e um rendimento mensal de R$ 400 milhões de reais, a instituição diagnostica, elabora planos de negócios e apresenta soluções possíveis para cada caso individualmente. Com uma equipe reduzida, a FGC empresta de R$ 70 mil a R$ 20 milhões de reais.
Para tratar o tema, o Diretor Executivo da companhia Antonio Carlos Bueno de Camargo Silva, apresentou uma palestra focada nos bancos, na criação do FGC, e no efeito da crise em alguns setores. Falou também da importância da comercialização de cartelas de clientes e como a empresa se consolidou junto ao mercado.
Em especial, o executivo comentou o caso do Banco Panamericano, em que negociou pessoalmente com o empresário Silvio Santos o empréstimo para a quitação de uma divida que, inicialmente, se estimava estar na casa dos R$ 2,5 bilhões de reais.
Mais para frente, com profissionais de confiança da FGC, foi levantado que o valor real do rombo chegava a R$ 4,6 bilhões de reais. Para solucionar o problema, o FGC vendeu o Panamericano pelo mesmo valor do débito real. Sem comprometer o investimento do Fundo ou, ainda mais, o patrimônio do empresário Silvio Santos.