Financeiras estão de olho no varejo

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As financeiras de todo o Brasil estão voltando sua atenção para um segmento que convencionalmente foi deixado de lado pelo mercado: o pequeno e médio varejo. Com mediação do superintendente da Acrefi, Antonio Augusto “Pancho” de Almeida Leite, algumas empresas debateram o tema durante CCMCC 2011.

Pedro Costa de Carvalho, presidente da Lecca Financeira, empresa carioca com 36 anos de atuação, afirma que o crédito consignado para o varejo, tendo como um corresponde um banco, vem crescendo. “Além disso, prestamos consultoria da montagem de política de crédito das pequenas redes varejista”, afirma.

 Outro benefício pouco explorado para o pequeno e médio varejo é o cartão de crédito, private label. “O plástico tem espaço para crescer no Brasil e, em um futuro não tão distante, será normal o uso do cartão-celular. Sabemos que ainda há clientes que preferem o carnê, mas esse meio de pagamento tem cada vez menos expressão”, opina Carvalho.

 O superintendente comercial FICSA, Alaudio Amaral revela que sua empresa oferece inclusive aplicações em CDB para pequenos varejistas a partir de R$ 200. “Os grandes bancos não olham para as classes C e D, muitas vezes para produtos como esse e outras aplicações eles pedem renda mínima de R$ 50 mil ao mês, o que muitas vezes não é realidade dele”, afirma.

 Amaral acredita que não tratar o cliente de uma maneira massificada é a forma mais eficaz de fidelizá-lo. “Precisamos olhar as necessidades específicas de cada segmento, lembrando que todos querem carinho, desde o cliente B2B até o consumidor final”, observa.

 Crédito pessoal e o financiamento de veículos são os dois produtos principais da Finamax, financeira do interior de São Paulo. Carlos Alberto Samogim, diretor-presidente, diz que em sua empresa o atendimento é prioridade. “Ele deve ser diferenciado, no interior, temos a oportunidade de receber o cliente na loja”, afirma.

 Samogim, reafirmou a tão discutida questão sobre a qualidade necessária que o banco de dados de uma financeira deve ter. “Essas informações farão diferença na hora de se relacionar com o mesmo cliente no futuro”, garante e continua. “Saber tirar do cliente as informações para segmentar seu banco de dados, nos ajuda a pensar em produtos específicos para cada necessidade”, afirma.

Os executivos explanaram também sobre a demanda de crédito por prestação de serviço, um nicho ainda pouco explorado. “Quem descobrir como atuar bem, vai levar vantagem sobre os concorrentes”, concluiu Alaudio Amaral.

CCMCC.com.br