Cobranças em crise
Eduardo Soto, diretor de cobrança do mexicano BBVA Bancomer, falou como otimizou sua relação com os clientes em meio a um período de grande inadimplência
A história começa no nem tão distante 2008, no meio da crise financeira mundial e no boom da inadimplência. A fase não era boa para quitar qualquer coisa, e era pior para quem tinha de receber. Presente em 32 países, o grupo financeiro BBVA tem 109 mil funcionários e cerca de 35 milhões de clientes, em grande parte preocupados e nervosos com suas economias.
Em um trabalho realizado com a Aspect, empresa especializada em aplicações de comunicações unificadas, o BBVA Bancomer envolveu seus 10 call centers espalhados pelo México para mudar a forma de atendimento e principalmente de cobranças. Segundo Soto, à época eram 4 milhões de atendimentos prestados por mês, para suprir essa demanda, foi preciso segmentar os clientes.
O trabalho foi analisar as característiacas de cada correntista para saber qual o melhor horário para ligá-lo, se era viável fazer visitas pessoais, a melhor forma de negociar a dívida. O planejamento feito envolveu contato via SMS, carta direta e e-mail direto. No contato “físico” via carta, tudo é explicado de uma forma mais simples para, no caso de uma futura visita, o cliente se sentir mais confiante na negociação, por saber com antecedência os termos da proposta.
Foram realizados treinamentos para os funcionários, uma vez que os mesmos passam por muito estresse com o grande número de ligações e com clientes muitos vezes mal educados.
O resultado foi um crescimento de 3,7 milhões de atendimentos por mês em 2008, para 9 mi hoje, um sistema mais eficiente e otimizado de segmentação por risco, que antes era feito manualmente. Além de uma visão única dos produtos do correntista, ou seja, com uma ligação ele pode resolver todas as soluções que o cliente tenha contratado.
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CCMCC 2010
Depoimentos
Adalberto Savioli, Acrefi
Congressos como este [o CCMCC], neste momento em que o mercado tem de se remodelar, são importantes para a discussão de ideias, para rever todo o processo de crédito e de cobrança e de meios de pagamento. O Brasil tem uma posição privilegiada, tem reservas bancárias e uma série de instrumentos para sair mais rapidamente da crise.
Adalberto Savioli
Presidente da Acrefi
Fernando Brasileiro, Cibrasec
O CCMCC é uma chance das pessoas trocarem ideias e perspectivas a respeito de um cenário econômico instável, que a princípio é uma situação atípica. Com a mudança do mercado e do próprio hábito de consumo, da forma de financiar o consumidor, é preciso revistar as práticas e trocar experiências com outros setores da economia.
Fernando Brasileiro
Diretor-presidente da Cibrasec
Gina Marques, Contax
O conteúdo do CCMCC está contextualizado e bem diversificado. Além disso, é uma ótima oportunidade em termos de relacionamento e para a troca de idéias. Isto é importante, principalmente para nós que estamos em um mercado que está constantemente mudando.
Gina Marques
Diretora de recuperação de crédito e cobrança da Contax





