Pagamento por celular também é realidade para o vale-refeição
Durante o CCMCC 2010, o público pode conferir como o pagamento mobile no uso do vale-refeição fechou seu primeiro ano no mercado brasileiro
Você está em casa e resolve pedir uma pizza. O salário ainda não caiu, mas você tem seu tíquete. Faz o seu pedido e em vinte minutos o motoboy toca a sua campanhia. Ele saca o celular mais básico da Nokia e pede para que você digite o PIN do seu cartão. Com esse dado, o sistema puxa automaticamente o seu nome, e ele coloca o valor da compra. Você digita a sua senha, pega a sua pizza e entra em casa.
O motoboy, antes de partir, checa no visor do celular o comprovante da compra e o total de crédito que há naquele aparelho. Essa situação muito em breve pode ser realidade. Hoje ela já pode ser vista nos restaurante que atendem a rede Ticket.Gustavo Chicarino, diretor de Estratégia, Marketing e Produtos da Ticket apresentou este case durante o CCMCC 2010.
Efetuar pagamento com vale-refeição feito com tecnologia mobile, surgiu em 2009 de uma parceria entre a Abrakon, Nokia, Claro e a Redecard. “A solução contempla o atendimento delivery e os restaurantes, além de ampliar a atuação de quem perdeu base na transição ocorrida entre o tíquete de papel e o cartão,”explica Gustavo.
Nas pesquisas de mercado realizadas pela Ticket, o ponto mais destacado pelos comerciantes foi a questão da segurança. Embora nenhum dado fique armazenado no celular, as pessoas ainda não confiam no pagamento mobile.“Por isso realizamos uma operação 100% criptografada, a transmissão passa pela nossa administração para termos um controle maior”, revela.
Outra maneira usada pela Ticket para driblar possíveis fraudes e tranquilizar o comerciante, é o fato da senha e outros dados serem digitadas em um teclado virtual que aparece na tela do celular. “O teclado virtual já era algo mais acessível ao mercado e garante que mecanicamente nada fique armazenado no aparelho, esse segurança nos já tínhamos, mas assim o consumidor fica mais à vontade”, explica Chicarino.
Ele lembra que essa não é uma solução substituta do POS, é apenas mais uma forma de captura e visa atender a situações específicas, como delivery ou como uma ajuda para diminuir filas nos restaurantes, entre outros.
Outra demanda do público aceita pela Ticket foi o bloqueio total das funções ligar/receber ou receber/enviar SMS. “Eles queriam um aparelho que fosse usado especificamente para o pagamento”, revela.
Pontos negativos
Os pontos negativos com relação ao aparelho utilizado é o visor pequeno que dificulta a visualização dos dados digitados. Além disso, o tempo de transmissão dos dados do POS convencional atinge por volta de 10 segundos, enquanto o do celular é de aproximadamente 35 segundos.
Benefícios
Para ter um celular como meio de pagamento de vale-refeição, o comerciante desembolsará 50% a menos do que se adquirisse um POS wireless comum.“Além disso, a multa por perda e roubo é 90% menor do que a aplicada pelo POS convencional”, compara Gustavo.
Também há outro fator relevante: as maquininhas pagam gastam pulsos de telefonia, já a tecnologia mobile recebe não possui ônus de captura. Gustavo mostrou-se otimista com relação a difusão da tecnologia mobile.“Queremos fechar o ano até com mil aparelhos’, encerrou.
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CCMCC 2010
Depoimentos
Adalberto Savioli, Acrefi
Congressos como este [o CCMCC], neste momento em que o mercado tem de se remodelar, são importantes para a discussão de ideias, para rever todo o processo de crédito e de cobrança e de meios de pagamento. O Brasil tem uma posição privilegiada, tem reservas bancárias e uma série de instrumentos para sair mais rapidamente da crise.
Adalberto Savioli
Presidente da Acrefi
Horst Muller, Mastercard
Lola Oliveira, ACSP
Crédito e cobrança é um assunto que deve ser discutido sempre, independentemente do momento econômico vivido no País. O que muda conforme o ambiente é o enfoque que se dá a determinados tipos de estratégia de crédito ou de cobrança.
Lola Oliveira
Gerente de procedimentos e modelos analíticos da ACSP
Ricardo Terenzi, Banco Itaú
O CCMCC... é da maior relevância... O Brasil tem desempenhado muito bem suas atividades em reagir a essa crise, e você fazer eventos como esse, que tragam essa discussão, reflexão, esse olhar diferenciado, para fazer disso um processo de aprendizado muito forte.
Ricardo Terenzi
Diretor de Relações Institucionais do Banco Itaú





